sábado, 15 de janeiro de 2011

Uma atriz única

Cinema Paradiso


Ser a mais indicada ao Oscar não é para qualquer um. Na verdade, isso é privilégio de somente uma pessoa até hoje: Meryl Streep. 

Lenda viva do cinema, Mary Louise Streep, nasceu dia 22 de junho de 1949, na cidade de Summit, em New Jersey (EUA).  Filha de Mary Streep, artista gráfica, e Harry William Streep, um executivo farmacêutico, Meryl foi criada ouvindo sua mãe cantar ao lado do piano no qual seu pai tocava. Com esse costume desenvolveu uma paixão por ópera, que leva até hoje, mas que a levou conhecer o teatro.
Seu período de escola ocorreu em Bernards High SchoolBernardsvilleNew Jersey, junto com seus dois irmãos, Dana e Harry, mais novos.

Em 1971, tirou o bacharelado em Teatro na Vassar College e em seguida se formou em Música, Arte Dramática e Ópera na Universidade de Yale, que de forma ambiciosa, chegou a participar de mais de 40 peças de teatro.

Assim que se formou foi para a cidade de Pheonix, aonde trabalhou no Theatre Repertory Company, e por seu trabalho ganhou um dos primeiros prêmios importantes, o Outer Critics Circle Award; além de ter sido indicada ao Tony Awards.
Foi com o filme “Julia”, de Fred Zennemann, em 1977, que Meryl Streep fez sua estréia no cinema, sem saber que se tornaria uma das melhores no ramo.

O ano seguinte foi estrelado para Meryl. Participou da minissérie de TV Holocausto e ganhou mais um prêmio, o Emmy de melhor atriz. Ao lado de Robert DeNiro, em “O Franco Atirador” seu papel era pequeno, mas ganhou tanta força, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar. E se casou com o escultor Don Gummer, no dia 30 de setembro, com quem mantém um casamento consolidado até hoje.

Muito reservada na sua vida particular, faz questão de manter sua família longe da mídia. Tem quatro filhos com Don Gummer: Henry (1979), Mary Willa (1983), Grace Jane (1986) e Louisa Jacobson (1991). Os dois primeiros seguiram a carreira da mãe, porém não com a mesma intensidade. Henry é ator, diretor e músico, atuando mais na última profissão. Mary Willa é atriz da Broadway, conhecida mais pelo nome de Mamie Gummer, e já fez um filme com a mãe, “Ao Entardecer”, interpretando a versão jovem de Meryl.

Sua primeira estatueta dourada veio em 1979, com o filme “Kramer vs Kramer”, onde interpretou a esposa de Dustin Hoffman. Em 1982 recebeu seu segundo Oscar, pelo dramático filme “A Escolha de Sofia”. Seu papel era de uma polonesa que para escapar da perseguição nazista, foi obrigada a desistir de um de seus filhos.

A carreira de Meryl Streep não foi sempre tão meteórica. No início dos anos 90 ela recebeu duras críticas, como a da atriz Katharine Hepburn, que afirmava que Meryl era extremamente técnica e sem emoção, e alguns críticos também chegaram a afirmar isso. Durante essa situação, Meryl Streep não encontrava papéis à altura do que estava precisando, até que em 1995 atuou em “As Pontes de Madison”, com Clint Eastwood e silenciando seus críticos, recebeu uma indicação ao Oscar.

Em 2000 finalizou mais uma briga, dessa vez com Madonna. No filme “Evita”, no ano de 1996, Meryl Streep perdeu o papel principal para a cantora e chegou a declarar que seria melhor que Madonna nas cenas de canto. No ano de 2000 ela estrelou o filme “Música do Coração”, ganhando o papel na frente de Madonna e recebendo uma indicação para o Oscar.

Durante a sua preparação para “Música do Coração”, Meryl Streep aprendeu a tocar violino durante oito semanas, ensaiando seis horas por dia. Seu perfeccionismo na preparação e imersão em seus personagens é uma de suas características admirada por muitos companheiros de cena.

Meryl Streep pode ser considerada um legado do cinema mundial. Seja na comédia ou no drama, ela mostra que além de muita técnica – o que é muito necessário – também tem profissionalismo e dedicação. Meryl é certeza de sucesso e de grande bilheteria. E para não perder o costume, a presença na maior noite de gala do cinema.

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